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Para quem tem o sonho de conhecer ou já está planejando uma viagem para o norte da Europa, aqui vai mais um destino a ser incluído no roteiro: Copenhague, a capital da Dinamarca. O país é um dos mais desenvolvidos do mundo e é famoso por ser o lugar onde as pessoas são mais felizes, segundo algumas pesquisas. Tem como não amar?!

Como comentei nesse post aqui, toda a nossa viagem pelos países da Escandinávia foi de carro. E como estávamos em Estocolmo, pegamos umas boas horinhas de estrada. São 6h30 no total. Mas para não ficar tão cansativo, incluímos uma parada no meio do caminho, numa cidade chamada Mariannelund.

Chegamos em Copenhague no meio da tarde e fomos direto para o camping Charlottenlund Fort, onde montamos nossas barracas. A região era ótima e o camping foi um dos melhores entre os que estivemos. Limpo, seguro, organizado, com cozinha equipada e diversos serviços, incluindo locação de bicicletas. E ali mesmo, dentro do camping, existe um acesso para um pequeno e antigo forte, com uma vista bem bonita para uma praia coladinha ao camping. Dali também dava para ver, bem longe, a ponte gigante que liga a Suécia à Dinamarca, pela qual passamos antes de chegar a Copenhague.

O primeiro lugar que visitamos em Copenhague foi o Castelo de Frederiksborg, o maior da Escandinávia, construído entre 1500 e 1600. O castelo abriga o Museu de História Nacional que reúne fotos, pinturas e imóveis que vão desde a idade média até os dias atuais. A construção é tão incrível que vale até ficar apenas do lado de fora. Isso porque os jardins que rodeiam o castelo são surpreendentemente impecáveis. Cheios de curvas verdinhas com diferentes formas, rodeado por lagos, árvores enormes e até uma cachoeira artificial. Estive lá no verão e isso, com certeza, deve ter ajudado a deixar o lugar tão bonito.

O castelo fica fora de Copenhague, numa pequena cidade chamada Hillerod, que fica a menos de uma hora da capital. Se você for visitar a cidade de carro, não tem desculpa. E para quem estiver de transporte público, o trajeto pode ser feito de trem partindo da estação central. De lá é preciso pegar o metrô até a estação final, na cidade de Farum. E chegando lá, o ônibus (Tog-bus) deixa, em aproximadamente 30 minutos, na Hillerod.

No dia seguinte resolvemos aproveitar as bicicletas do camping. Saímos logo cedo e fomos até o centro onde estão as principais atrações. Sobre as bikes – vejam que coisa maravilhosa –, me surpreendeu o fato de a cidade ser tão segura que as pessoas simplesmente não prendem as bicicletas. É isso mesmo, elas ficam lá paradinhas, uma do lado da outra, sem cadeado. Algumas até possuem uma travinha, mas que não protege nada, hahaha. Este, inclusive, era o caso das nossas bicicletas. Tivemos de deixá-las na rua, e a verdade é que passamos o dia inteiro preocupados se ainda encontraríamos elas lá, hahaha. No final do dia, é claro que não tivemos nenhum problema. 😌 Que sonho!

Como sempre, para nós o melhor jeito de conhecer uma cidade é através do bom e conhecido Walking Tour. O roteiro que escolhemos durou 3 horas, mas o passeio é sempre tão rico e interativo que nem vimos o tempo passar.

Principais pontos:

Começamos o passeio no Copenhague City Hall – a prefeitura da cidade. É um dos locais de referência de Copenhague e o ponto de encontro de vários grupos que saem para conhecer a capital. Para quem deseja conhecer por dentro, a prefeitura abre para visitação de segunda a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h30 às 13h.

Saindo de lá, fomos até a famosa rua Stroget, uma das maiores ruas comerciais da Europa. Se você for a Copenhague com certeza passará por aqui. Um calçadão que atravessa todo o centro histórico da cidade, além de ser uma das principais ruas de compras.

Seguimos para o Castelo de Christiansborg, passando pela rua Magstraede, a mais antiga de Copenhague, onde foram gravadas algumas cenas do filme “A Garota Dinamarquesa”. Poderia ser apenas mais uma rua, mas merece destaque pelos anos de história que carrega. Se você fizer esse roteiro pelo centro, faça a sua rota passar por lá, valerá a pena.

O Castelo de Christiansborg foi o primeiro castelo da cidade, e hoje é o atual palácio do governo, escritório do Primeiro Ministro e da Suprema Corte da Dinamarca.

Finalmente chegamos em Nyhavn, porto repleto de casinhas coloridas, que formam o cartão-postal de Copenhague. Um dos lugares mais cheio de vida que encontramos por lá. É repleto de turistas e locais e oferece uma variedade de restaurantes, cafés, bares e música durante o dia inteiro.

A última parada com o nosso guia foi no Palácio de Amalienborg, local onde a família Real dinamarquesa vive atualmente. O Palácio é formado por quatro edifícios idênticos, um ao lado do outro, divididos entre um museu com exposições sobre a monarquia, a residência da realeza e um edifício exclusivo para hospedagem dos convidados oficiais. Bem simples, né? Cada um com seu próprio prédio, hahaha.

Saindo do Palácio de Amalienborg, logo em frente, a gente vê a cúpula da Igreja de Mármore, que também é conhecida como Frederik´s Church ou Marmorkirken. Uma das igrejas mais famosas da Europa, que dizem ter sido inspirada na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Também é possível visitá-la por dentro de segunda a quinta e aos sábados, das 10h às 17h. E de sexta e domingo, das 12h às 17h.

Assim que finalizamos o tour, o guia nos passou as coordenadas para ir até o parque Langelinie, conhecer a estrela da cidade: a estátua da Pequena Sereia. Símbolo de Copenhague, é um dos principais contos de Hans Christian Andersen, famoso escritor dinamarquês. A estátua, assim como diz o conto, mostra uma sereia sentada numa rocha no porto principal, como fazia todos os dias, na esperança de encontrar o seu amado príncipe na terra. <3 Eu que sempre adorei as histórias da Disney nunca imaginei que o conto fosse dinamarquês, e foi uma grata surpresa fazer uma fotinho com a Pequena Sereia original.

O Bairro de Christiania

Para finalizar nosso roteiro por Copenhague, fomos até o Bairro Christiania, uma comunidade independente da Dinamarca, que foi fundada por hippies e ativistas nos anos 70 e que possui suas próprias leis. Quem visita a comunidade precisa se atentar às regras, principalmente a de não correr e não fotografar em determinadas áreas.

Apesar disso, coloco aqui minhas impressões do que encontrei por lá. É um pequeno bairro, onde não entram carros e há uma enorme área verde rodeada por um lago e cercado de casinhas. Todas elas bastante coloridas e com um ou vários animaizinhos na porta. Lá dentro o uso da maconha é liberado e o que a gente mais vê é a galera fumando e comprando seu cigarro tranquilamente em uma das muitas barracas espalhadas pelo bairro. Um lugar “fora da lei” que estampa o lema que é apenas viver livremente.

Tem alguma dúvida ou sugestão pra acrescentar? Deixe seu comentário aqui abaixo. 😉

Beijos e até o próximo post!

postado por
Cleide
Paulistana de 28 anos residente em Tóquio. Começou sua jornada de descobertas na Europa, mas atualmente explora as diversidades do maior continente da terra, a Ásia!
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